Os elegantes
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Apostei na boçalidade, sai na elegância e por pura calhordisse tirei os sapatos bico fino de couro do armário, as meias Louis V. - não sei andar sem meias-, my unders CK, Davidoff no corpo, camisa de tecido, manga virada e uma garrafa de Stolichnaya. Sentindo-me o rei da boçalidade a minha trilha não podia ser outra senão a feita por boçais. Os verdadeiros elegantes. Nunca chame um homem desses, como nós, de arrogantes. Os boçais só exibem o que sabem fazer; os arrogantes nem sabem quem são.
Sendo assim, começo pelo blasé Leonard Cohen, em Wating for the miracle e em I'm your man.
Cohen lembra outro grande calhorda e um dos mais refinados artistas contemporâneos, o grande Serge Gainsburg, que divide os sussurros com Brigite Bardot - sim, é dela a voz na sugestiva 69 Année Érotique - e em Lemon Incest, com Charlotte. O metido da vez é conterrâneo de Serge, Adamo - o maior intérprete da internacional Capri, ces't fini, de Hervé Villard - vem com F comme Femme - na minha mais humilde e boçal opinião: o clássico da música romântica-.
Marvin Gaye desfila elegância num dos primeiros engaijamentos da música com a preservação do planeta, Merci, Merci me é um pedido de perdão à natureza - em plena década de 60- e o balanço chic de Marvin recai noutro grande clássico da música black, What's going on. Mais adiante dou bis das duas. De boçal e de louco, eu tenho um pouco.
De Londres vem o guru do britpop: Paul Weller influenciou o rock inglês dos anos 1990, de bandas como Oasis, Blur e principalmente Ocean Colour Scene. Começou no cenário punk com a banda The Jam. Reciclou e passou a criar seu próprio cenário, ainda nos anos 80, junto com Mike Talbot aparece com a Style & Council. É dessa fase a Come to Milton Keynnes e Long hot summer.
Morning, na escoregadia voz de All Jarreau. Biza Marvin, em Mercy, Merci me. Volta para All que dispara Your song.
Joseph Harry Fowler Connick Jr. é o nome do homem. Ou Harry Connick jr. Despotou pro estrelato no início dos 90. Cinema e música. Era tido e havido como o novo Frank Sinatra, o sucessor. Semelhante fisicamente com Sinatra em início de carreira (idêntica também à de Connick) Jr vestia-se tal e qual Sinatra. Sou fã dessa fase. Quando foi na corda da dance musica coisa mixou. Trabalhou em New in Town, P.S. Eu te Amo (2007),Possuídos (2006), Violação de Conduta (2003), Assassinato por Acidente (2001), Meu Cachorro Skip (2000), Independence Day (1996), Copycat - A Vida Imita a Morte (1995), Mentes que Brilham (1991). Do seu primeiro disco vai a clássica I only have eyes for you e, do mesmo disco, Save the last dance for me.
Vai, não deu vontade de dançar?
Biza Marvin, What's going on.
Volta com All Jarreau, desta feita com Fire and Rain, uma versão bem All da música do chatíssimo James Taylor, não tinha rodinha de hippie que não rolasse.
Mas a gente está falando de elegância. Só que agora, o elegante da vez é compositor. Paul Desmond é o nome dele. Take 5 um de seus clássicos. Em duas versões. A primeira com George Benson a seguinte com All Jarreau, de novo.
Todo mundo conhece o cara pelo hit Lady love. Mas Lou Rawls tem um trabalho extenso e absurdamente bom. É com ele South side blues, Tobacco Road e a penúltima do podcast: Georgia on my mind. Encerro com Breezin. Outro clássico de George Benson.
Espero que tenham gostado da brincadeira.
Volto mais adiante com meu blog musical.
A trilha de nossas vidas.
Até lá.




